Na cidade de Nerópolis, o Sagrado Coração de Jesus (principal hospital da cidade) passou por intervenção judicial, encerrada recentemente. A medida resultou na elaboração de um relatório técnico da secretaria estadual, que identificou deficiências graves na gestão.
Com o avanço das apurações, surgiram questionamentos da imprensa sobre quem estava à frente das UTIs no período analisado. À época, o setor tinha como coordenador e responsável técnico o enfermeiro Éder Ribeiro, citado no relatório como gestor durante a fase em que foram registradas não-conformidades.
Entre os problemas apontados, estariam falhas no acompanhamento de dados assistenciais e um cenário que levou, posteriormente, ao bloqueio de 50 leitos de UTI pelo Estado e à perda de um convênio relevante para a região.
Apesar de ser o “chefe” que, teoricamente, tinha satisfações a prestar, Éder ganhou o “prêmio” da Administração Judicial de ser nomeado como coordenador geral do hospital, passando a responder por toda a unidade.
Somado a isso, vieram à tona questionamentos sobre a situação funcional do enfermeiro. Informações apuradas pelo Portal indicam que ele manteria vínculo com a Prefeitura na área da saúde sem comprovação pública de cumprimento regular de carga horária.
Há ainda registros de vínculo com o Distrito Federal, o que intensifica as dúvidas sobre a compatibilidade de jornadas.
Diante desse cenário, cresce a cobrança por esclarecimentos: se as falhas foram oficialmente apontadas e a unidade chegou a ter leitos bloqueados, por que o suposto responsável não foi responsabilizado e, ao contrário, acabou assumindo um cargo ainda mais alto na estrutura hospitalar, e mantendo vínculos no poder público?
Éder Ribeiro e Stenio Lacerda Bastos foram indagados pelo Portal Centro Norte através de seus contatos pessoais.
Ambos não responderam nossas perguntas até o fechamento dessa matéria. O espaço, no entanto, segue aberto.




