Uma das maiores polêmicas noticiadas por portais em 2025 acaba de ganhar um capítulo decisivo.
A divulgação de uma nota oficial foi determinante para a condenação da academia Hope Select ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, encerrando um episódio polêmico.
No entendimento da Justiça, ao afirmar que sua postura tinha como propósito “agradar e honrar a Deus”, o estabelecimento levou um argumento religioso ao debate público em um caso que envolvia um cliente homossexual, o que ampliou a exposição e o constrangimento sofridos por ele.
O episódio teve início em junho do ano passado, quando o empresário Marcus Vinicius Cardoso de Andrade foi chamado por funcionários logo após concluir seu treino. A alegação apresentada pela academia foi a de que o short utilizado por ele seria inadequado para o ambiente por ser considerado excessivamente curto.
Incomodado com a abordagem, o empresário tornou o caso público por meio da imprensa e das redes sociais. Ele sustentou que a situação estaria ligada à sua orientação sexual, já que mulheres não passavam pelo mesmo constrangimento.
Na análise do processo, o Judiciário destacou que a advertência relacionada à vestimenta, por si só, não configuraria discriminação, uma vez que estabelecimentos privados podem definir regras internas. No entanto, a forma como a academia se posicionou posteriormente foi considerada decisiva para a condenação.





