Pelo segundo ano consecutivo, o curso de Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás (UFG) registrou as maiores notas de corte, superando o curso de medicina. O dado que mais chama atenção é que a nota do último classificado foi superior à do primeiro colocado de 2025, mostrando que a concorrência só aumenta.
Para entender esse fenômeno, o Portal Centro Norte ouviu estudantes, professores do ensino superior e analisou dados recentes do mercado de trabalho.
Uma das explicações está nas mudanças enfrentadas pela medicina no cenário nacional. A proliferação de faculdades com qualidade questionável e os baixos desempenhos no recém-criado Enamed têm afetado a confiança da população nos novos profissionais.
Além disso, a concorrência por vagas em residências médicas é cada vez maior, limitando o crescimento profissional. Soma-se a isso a instabilidade enfrentada por médicos que atuam no serviço público, com relatos frequentes de atrasos salariais e falta de pagamento.
Em contrapartida, cursos ligados à Inteligência Artificial e às ciências exatas vivem um momento de forte expansão. A demanda por mão de obra qualificada é urgente e concentrada no setor privado, que oferece melhores salários e maior segurança de pagamento.
Outro diferencial é o caráter global da área: profissionais de IA têm formação e conhecimento reconhecidos internacionalmente, com possibilidade de atuar de qualquer lugar do mundo.




